segunda-feira, 13 de junho de 2011

Music for One Apartment and Six Drummers, Ola Simonsson e Johannes Stjärne Nilsson

Diretores: Ola Simonsson e Johannes Stjärne Nilsson
Duração: 9'28''
Nacionalidade: Sueco
Ano:2001
Com: Johannes Björk, Magnus Börjeson, Marcus Haraldson, Friedrik Myhr, Sanna Persson e Andres Vestergard 

Essa semana eu quebrei a cabeça tentando achar um curta sobre o que quisesse escrever. Assistia filme e pensava "Ah, como eu ia gostar de escrever sobre isso", procurava no youtube e esquecia o que estava fazendo, logo estava assistindo clipes com o objetivo único de ouvir as músicas de sempre, e pensava "Ah, será que eu engano que é um curta? Tem diretor, tem roteiro, engana né?". Daí eu divaguei que talvez estivesse de saco cheio de curta porque curta é um clipe sem música legal. Quebrei severamente a cabeça procurando um curta com música. Até que lembrei desse. Foi um achado dentro da minha memória prejudicada, mesmo porque memória não tem barra de pesquisa como google ou youtube. Me esforcei mesmo, mas valeu a pena.
Music for One Apartment and Six Drummers é um curta sueco de 2001, também conhecido como Drummers que inspirou o filme Sound of Noise. É o tipo de filme que não faz o menor sentido e ainda assim continua sendo incrível. A história são seis bateristas que invadem um apartamento aproveitando a cronometrada saída de seus donos para passear com o cachorro. Tudo parece muito preciso e planejado: mapas, cronometro, nervosismo, coordenação. Os seis passam de cômodo em cômodo fazendo música com eletrodomésticos, itens de decoração, móveis, calçados, utensílios de cozinha e de higiene pessoal e o que mais fizer um som peculiar.
Apesar de não ter nenhuma lógica, vale a pena assistir pela música e pela criatividade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Esboço Para Fotografia, Bruno Carneiro.



Diretor: Bruno Carneiro
Duração: 15' 12''
Nacionalidade: Brasileiro
Ano: 2008
Com: Eucir de Souza, Gustavo Costa, Henrique Rabelo, João Paulo Zucatelli, Joca Andreazza, Natan Akos, Renato Dobal, Rurik Gunnar, Samuel Andrade.


"Quando eu tinha seis anos, eu vi um homem bem velho andando de vagar. Nesse dia eu fiquei pensando: O que aconteceria se eu ficasse velho muito rápido, quase sem perceber"

E quando nos pegamos pensando, com medo de deixara vida toda passar, e quando vemos, já estamos quase no fim. Só nos resta remoer as lembranças, questionar que rumos a vida teria tomado se tivéssemos feito as escolhas certas em vez das erradas, e as erradas em vez das certas... Quem seríamos nós?

Esboço para fotografia, o filme é justamente isso. Um menino que, com medo de envelhecer e esquecer de tudo, compra uma câmera para poder fotografar os momentos, assim nunca se esqueceria... Uma pena que tenha falhando nesta primeira tentativa. E vemos, mais uma vez, esboçado o velho ditado, Einmal ist Keinmal... Uma vez é nunca. Uma vez, é a vez em que vivemos, como atores jogados em um palco sem ensaio... Um esboço do que nunca se concretizará, um ensaio de uma peça que nunca será apresentada... Afinal, só se vive uma vez... Só da tempo para o ensaio.

Link Para Assistir: www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=5637&exib=5937

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Дерево и кошка (A Árvore e o Gato), Kievnauchfilm


Diretor: Ye. Sivokon
Duração: 9'30''
Nacionalidade: Soviético
Ano: 1983

Antes de tudo, me perdoem, mas não consegui achar com legenda em português. Se não entenderem russo, nem o básico do inglês, assistam mesmo assim.
A Árvore e o Gato é uma animação soviética de 1983. É o tipo de filme que não se faz mais, mesmo. Primeiro porque não existe mais o estúdio, segundo porque não existe mais União Soviética, terceiro porque não é mais 1983.
A história é linda, de chorar (eu chorei). É sobre uma árvore alta, orgulhosa e forte, que nunca amara ninguém, ou florescera. Um dia um gato é abandonado a seus pés. O gato, embabascado com sua imponência, a pergunta da solidão, da tristeza, do medo. A árvore muito indiferente responde que não sente nada disso e o convida a aprender como viver assim, passando algum tempo com ela, observando. O gato aceita.
E o que se segue eu obviamente não vou contar para não acabar com o fim do filme.
Assistam aí e chorem também.Depois comentem, façam o favor. Impossível esse tanto de visualização e ninguém ter um comentariozinho pra fazer.

Link para assistir: http://www.youtube.com/watch?v=6zh3C-D9KpQ

sábado, 14 de maio de 2011

Café com leite, Daniel Ribeiro

Diretor: Daniel Ribeiro
Duração: 18'
Nacionalidade: Brasileiro
Ano: 2007
Com: Daniel Tavares, Diego Torrac e Eduardo Melo

Um amigo meu disse que é difícil a gente se acostumar quando as coisas mudam, mas no fim... sei lá...
E é verdade, tem mudança que dói, dói um montão.
Danilo e Marcos tinham vários planos. Planos de casamento, de casa, de viagem, de vida. Mas veio uma mudança dessas que machuca, dessas que não tem volta. Os pais de Danilo morreram e ele se viu cheio de responsabilidades que não estavam nos seus planos. E essas responsabilidades tem nome: Lucas, seu irmão.
É bonito de ver como eles tentam se acostumar. Criar uma criança. Namorar alguém com essa responsabilidade. Ser criado pelo irmão com seu namorado gay em casa. São desafios complexos, que envolvem escolhas complexas.
O filme conseguiu amontoar várias temáticas complicadas em torno de uma trama simples e cotidiana de convivência familiar e isso lhe rendeu zilhões de prêmios e fama. Sem brincadeiras, a lista de prêmios é maior que o filme e quando você digita C-A-F-E-C-O no google já aparece "café com leite curta".

Link para assistir: http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=5673&exib=5937

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Camiseta (Tričko), Hossein Martin Fazeli.



Diretor: Hossein Martin Fazeli
Duração: 10'48''
Nacionalidade: Eslovaco
Ano: 2006
Com: ?

Quando um americano e um eslovaco, diante de uma bandeira dos Estados Unidos e um taco de baseball, se encontram unidos diante dos mesmos interesses, aparentemente uma bela amizade está por vir. Não necessariamente.
Uma camiseta, que a uma primeira vista mostra-se "religiosa", a uma segunda toma um caráter ofensivo. Um americano, que a uma primeira vista mostra-se amigável, torna-se repulsivo. O eslovaco, que apresenta-se de forma pacata, torna-se feroz.
A Camiseta, de Hossein Martin Fazeli transcorre sobre o fanatismo, que quando apresentado sob o idioma inglês, a bandeira americana e o cristianismo, torna-se orgulho nacionalista a vista dos alheios, mas que quando associado ao oriente médio e suas correntes religiosas e patrióticas, torna-se terrorismo.
Marck Pollack, americano filho de uma Eslovaca, em visita ao país de sua mãe, decide por parar em uma pequena mercearia, onde encontra Thomas Dupcek, um pacato rapaz, amante do baseball. Cumprimentam-se, trocam informações, marcam uma partida de baseball. Thomas até recebe um elogio pela sua camiseta, na qual aparece o começo de uma frase que diz "Deus está..."
Segundos depois, o pacato eslovaco se vê deparado com uma arma, sacada por Marck que, ofendido com o conteúdo da camiseta de Thomas, não vê meio melhor de retratar a situação do que obrigar seu novo amigo a pedir-lhe desculpas pelo insulto. O conteúdo total da camiseta? "Deus está... Morto. Nietzsche".
Vemos, neste curta, paralelos sendo constantemente traçados, seja pelo nome de Thomas, que remete ao passado, quando a Eslovaquia, junto com a República Checa, fazia parte da Tchecoslováquia. Seja pelo americano que assume postura terrorista, seja até mesmo pela camiseta...
E se, além dessas duas primeiras vistas, houver uma terceira? E se nem tudo for o que parece?

Link para assistir: http://www.youtube.com/watch?v=JNEncCXCOVk

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Angst, Emiel Penders

Diretor: Emiel Penders
Duração: 6'33''
Nacionalidade: Holandês
Ano: 2005
Com: ninguém

*ok, super traí o movimento dos filmes brasileiros no blog.*

Angst é uma animação em preto e branco, no melhor estilo Tim Burton. A história é de um menino, seu cachorro e o vento. O vento está para o menino como a Lei de Murphy está para todos nós. Se alguma coisa pode dar errado, vai dar. Você pode acompanhar pelo curta vááários acontecimentos que fazem o pobrezinho se traumatizar: de quedas a vexames passando por incêndios. Até que por fim, por amor, por pena, por caridade, por ilusão, (insira aqui mais razões opcionais), por isso ou aquilo ele supera, ou tenta superar, o trauma.
A Trilha Sonora merece atenção.

Link para assistir: http://www.youtube.com/watch?v=pAH4klqLTXg
Link para o site do Emiel Penders, caso queira ver mais de seus pequenos filmes: http://emielpenders.nl

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Clarita, Thereza Jessouron



Diretor: Thereza Jessouroun
Duração: 14'23''
Nacionalidade: Brasileiro
Ano:2007
Com: Clarita Martin Jessoutoun e Laura Cardoso

O que fazer quando se descobre que a base de nossa estrutura familiar é abalada pelo mal de Alzheimer? Clarita, a personagem real deste documentário, há anos sobrevive banida entre os recantos de sua cabeça.
Com direção de Thereza Jessouroun, filha de Clarita, o filme aborda os vários estágios da doença, não só na pessoa que atinge, mas sim no antro no qual esta vive. O filme traça um paralelo entre o processo de alienação, do doente, e o processo de aceitação e adaptação por parte dos parentes próximos.
Uma senhora, que ao fim de sua vida, após os longos e árduos anos como mãe de uma família de classe média, encontra-se diagnosticada com a doença. Tendo ainda consciência e vergonha de sua situação, metida em tamanha confusão mental, se cai em contradição, voltando, assim, as suas origens, retomando a infância, mas em um processo inverso, no qual se esquecem as palavras, os modos, a sua própria história.
Com o tempo, Clarita encontra-se ainda mais debilitada, abandonando a fala, e por fim as memórias, recebendo como recompensa por este abandono involuntário uma aproximação maior por parte de sua filha Thereza, até os dias atuais, quando já debilitada e sem a capacidade de andar, encontra-se deitada sobre uma cama, a qual somente abandona para ir ao banheiro, ou sentar-se em um poltrona, isso tudo com a ajuda de uma enfermeira.
Com a atuação de Laura Cardoso, e narração de Thereza Jessouroun, além de imagens da própria Clarita Martin, o filme mostra claramente o processo de animalização do portador do mal de alzheimer, e a dificuldade de adaptação do mundo atual a essas pessoas, além de fazer um profundo questionamento sobre a vida. Quem somos nós? Será que somos realizados? Seremos, algum dia? Quais os nossos propósitos? Os nossos valores? Quem somos nós?

Link Para Assistir: http://portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=7648&exib=5937